Margarita Oliva, Chair of New York Will Council EUA - NYC Launch Event WILL Woman in Leadership in Latin America New York, Nov 2014

Ter mulher em cargo de chefia vira estratégia de multinacionais

“Estudos mostram que as empresas com paridade de gênero têm desempenho financeiro melhor e ações mais valorizadas. Está claro para a Unilever que ter mais mulheres dará vantagem competitiva”, diz Cláudia Cavalcanti, gerente de recursos humanos.

Multinacionais com atuação no Brasil passaram a adotar políticas para elevar a participação de mulheres em cargos de alto escalação, movimento iniciado em suas sedes.
A Coca-Cola percebeu em 2008 um problema: a proporção de mulheres em cargos de chefia estava longe da ideal. No Brasil, enquanto metade da força de trabalho era de mulheres, só 23% dos cargos de diretoria eram ocupados por executivas.
A empresa criou um grupo global para debater o tema, intensificou sua política de flexibilidade de horários e baixou a regra de que entrevistas com candidatos a novas vagas deveriam ter o mesmo número de homens e mulheres.

“É uma estratégia de negócios antes de tudo. No Brasil, as mulheres são maioria na universidade. Não podemos desperdiçar talentos”

diz Claudia Lorenzo, vice-presidente da Coca-Cola no Brasil.
Hoje, quase um terço dos diretores no Brasil é mulher. Não há, contudo, meta a alcançar. “Há funções que têm viés masculino. Não queremos ter mulher por ter”, diz.
Na Unilever, dona de marcas como Dove e Kibon, a ascensão feminina virou parte da estratégia de crescimento. Em 2012, a empresa lançou a meta de dobrar sua receita mundial, de US$ 68 bilhões, até 2020. Para isso, deveria alcançar a equidade até 2015.

Executivos do alto escalão da empresa passaram a ter parte de seu bônus atrelada ao alcance das metas de mulheres em cargos de chefia. As funcionárias podem trabalhar em casa e contam com berçário no prédio da empresa. Com isso, a proporção de mulheres em cargos de gerência e diretoria passou de 38% em 2007 para 49% em 2014.
A Dow Chemical é outra que se empenha para ter no alto escalão o mesmo percentual dos cargos de entrada, em que 47% são mulheres. “Com o balanço correto, você tem melhores retornos financeiros. Além disso, é a coisa certa a fazer”, diz Susannah Thomas, diretora de recursos humanos da companhia para a América Latina.

Fonte: Folha de S.Paulo
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/01/1579953-ter-mulher-em-cargo-de-chefia-vira-estrategia-de-multinacionais-no-brasil.shtml

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